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Como Nascem os Monstros: Entrevista com a Manger Cadavre?

Em nova turnê, conversamos com a Manger Cadavre? sobre seu último lançamento, o conceito do disco e os shows que estão por vir



Para escrever e produzir textos para a Mortífera, tenho uma grande lista, nos bastidores, de bandas nacionais que acompanho como incentivo criativo. Entre as primeiras músicas dessa lista, está uma faixa do álbum Imperialismo (2023). Nas últimas vezes em que parei para escrever, acabei recorrendo aos sons pesados da Manger.


Formada em 2011, em São José dos Campos, a Manger Cadavre? se encontra atualmente em fase de divulgação de seu mais recente disco, Como Nascem os Monstros (2025), a banda continua marcando presença em diversas regiões do país. Por isso, a Mortífera Mag convidou a vocalista da banda, Nata, para contar um pouco mais sobre esse momento do grupo. Segue a entrevista completa:


A banda já deu início esse ano com uma turnê que vai por diversas regiões. O que você pode nos dizer sobre os shows que estão por vir, um pouco mais do set que o público pode esperar?


Nata: Estamos fazendo um set que continua com a divulgação do nosso último álbum ‘Como Nascem os Monstros’, mas estamos incorporando algumas músicas antigas de diferentes fases. Não tem sido um set linear, começamos com algumas músicas e temos mudado de acordo com os pedidos da galera, ou que achamos que soem melhor com a atual afinação (antes era drop em dó e passamos a usar si).


Como nascem os monstros” já tem pouco mais de 1 ano de seu lançamento. Falando um pouco sobre o disco, como foi o processo de produção e composição? Por ser uma banda bem posicionada em várias questões, algum tema específico influenciou também nessa construção do álbum?


A composição aconteceu logo após terminarmos de gravar o Imperialismo. Quando um álbum é lançado, ele já é velho pra gente. Geralmente as músicas são de 2 anos antes. Então quando o ciclo anterior foi encerrado com a gravação, mesmo que ainda não tivesse sido lançado e tenhamos ficado mais dois anos tocando nos shows, já queríamos fazer coisas novas. Esse foi o disco que eu mais demorei pra fazer letras. O instrumental de todas as músicas estava pronto, e eu ainda não tinha feito nada, só colocado métricas de vocal, mas sem palavras. Estava trabalhando muito e sem criatividade… Aí do nada, lendo um pouco sobre psicanálise e capitalismo, optei por escrever sobre o MEDO em diferentes abordagens.


Em comparação ao primeiro álbum da banda, você diria que houve alguma mudança na banda?


Mudou a formação nas cordas, logo mudou o estilo de tocar, baixamos a afinação pra si e incorporamos mais elementos do death metal ao nosso som, mantendo o d-beat e elementos de crust, mas abandonamos o hardcore.


A capa do último álbum, inclusive, lembra muito a pegada estética do Imperialismo. O que você pode compartilhar conosco sobre a arte escolhida dessa vez?


Na realidade são artistas diferentes, na capa do Imperialismo, o Rafael Bueno que assina, trouxe elementos gerais de países imperialistas. Já no CNOM, a Bárbara Gil trouxe um monstrinho que sai da glândula que é ativada pelo medo, em uma cabeça anatômica para representar fielmente o título do disco.


Ainda sobre shows desse ano, há algum que você gostaria de destacar nas datas agendadas da turnê?


Todos os shows são importantes pra gente. No entanto, esse é o único ano em que estaremos em apenas um grande festival, o DoSol, de Natal/RN. Das 35 datas anunciadas, 34 são em pequenos clubes e organizadas por pequenos coletivos que mantém a nossa circulação ativa. São 15 anos de banda e, apesar de já termos estado em grandes palcos no Brasil, América Latina e Europa, sempre fazemos questão de lembrar que eles são a minoria. O que sustenta as bandas é o underground. Essa tour de 15 anos comprova isso literalmente. Mas ficamos MUITO felizes em finalmente ter tocado em Manaus/AM, graças as esforços de mais de um ano do coletivo Galeral. Foi incrível conhecer uma cena diferente e tão rica. Esperamos voltar mais vezes!


Uma pergunta clichê para encerrar, mas acredito que até seja legal. Em qual festival (Brasil ou exterior) você gostaria de poder tocar com a Manger?


Já tocamos! Rs Em 2024 estivemos no Obscene Extreme Festival, então se hoje a banda acabasse, já estaríamos muito felizes e realizados.


Ouça aqui:






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Por Beatriz Jarry

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