top of page

Em nova fase, Horney enfrenta a superficialidade no EP 'Anti-Raso'

Com quatro faixas e participação de Dani Buarque (The Mönic), registro inaugura a fase integralmente em português da banda



“Ser anti-raso é ser profundo ao ponto de não ser tão fácil de controlar”, resume a vocalista, guitarrista e compositora Duda Maiolini. A frase conduz Anti-Raso, EP que a Horney acaba de lançar com distribuição digital da Algohits. Nascida em Joinville, Santa Catarina, e hoje radicada em São Paulo, a banda reúne quatro músicas em sua primeira apresentação completa de uma identidade artística construída em português.


“Off!”, “Quebra-Cabeça”, “Mergulhar” e “Romântica” partem de situações diferentes, mas avançam sobre a mesma questão: o que acontece quando a pressa, a hiperconectividade e o acesso imediato ao prazer reduzem a disposição para pensar, criar e construir relações? Para Duda, a superficialidade produz um modo de vida fácil de conduzir e manipular.


“Anti-Raso é literalmente o que a gente não é, o que a gente debocha e aquilo contra o qual luta: a superficialidade. Mergulhar mais fundo nos desejos faz com que você entenda melhor os seus porquês e também os dos outros. Assim, fica mais capacitado para formular opiniões, pensar e existir como indivíduo, em vez de ser apenas um dado que responde a comandos. Essa é a base do rock para mim: ser contra o sistema”, afirma.


O conceito também orienta a produção. A Horney descreve a sonoridade do EP pelo contraste entre água e eletricidade. De um lado estão guitarras distorcidas, baixo marcado, bateria explosiva e passagens de tensão. Do outro, mudanças de dinâmica, trechos contemplativos e a vulnerabilidade das letras. O rock alternativo dos anos 1990 e 2000 encontra elementos do pop eletrônico em músicas que evitam estruturas excessivamente previsíveis.


Entre o rock alternativo e o pop eletrônico


A identidade musical da Horney nasce do encontro entre o rock alternativo dos anos 1990 e 2000 e o pop eletrônico contemporâneo. Guitarras pesadas, bateria explosiva e mudanças bruscas de intensidade dividem espaço com melodias diretas, texturas eletrônicas e uma produção atenta às camadas vocais. A banda leva essa combinação para letras em português sobre intimidade, ansiedade, desejo e relações humanas.


Entre as referências citadas por Duda estão Nirvana, Linkin Park, Foo Fighters, Queens of the Stone Age e The Strokes, além de Charli Xcx e Billie Eilish no campo do pop. Rita Lee e Os Mutantes aparecem como referências brasileiras de liberdade criativa, enquanto Beatles e Paul McCartney integram o repertório melódico da banda.


“Eu diria que é como se Nirvana e Linkin Park tivessem um bebê”, resume Duda ao falar sobre a forma como a Horney transita entre peso, vulnerabilidade e apelo melódico.


Ouça aqui:




Sugestões de pautas, ideias e releases: entre em contato conosco.

Obrigado pelo envio!

Por Beatriz Jarry

Mortífera Mag © 2026. Todos os direitos reservados.

bottom of page