Entre punk, eletrônica e ritmos afro-latinos, DEAFKIDS apresenta aos poucos as "Cicatrizes do Futuro"
- mortiferamag
- 15 de abr.
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O duo de Avant-Punk retorna com um novo álbum vital e explosivo, CICATRIZES DO FUTURO. Este ataque sonoro de nove faixas abre caminho para além das convenções e fronteiras de gêneros musicais estáticos.

A fúria eletrônica e a percussão orgânica febril colidem com um espírito punk brasileiro e latino-americano implacável. É o primeiro álbum completo da banda desde Metaprogramação, de 2019.
Imbuído de uma pulsação afro-latina frenética, "REFLEXO", o segundo single do álbum lançado no dia 16 de abril, assume a faceta mais eletrônica do DEAFKIDS, com uma batida minimalista afro-industrial inspirada pelas experimentações de vanguarda do funk brasileiro e complementada por uma clave 2-3 alterada, imersa em polirritmias criadas pela bateria/percussão/kit SPD-X de Sarine e riffs de sintetizadores massivos e assustadores de Leal.
O primeiro single "CICATRIZES", lançado em março, apresenta uma interseção suja, dançante e intensa entre o punk cru e a música afro-cubana, em uma abordagem futurista e com sangue nos olhos através de um D-beat pulsante e pesado da 808 servindo como base para uma linha de baixo acid-house implacável, paredes de riffs de guitarra distorcidos e a percussão ultrarrápida de Sarine, tocada no ritmo do Guaguancó.
"Conceitualmente, o álbum é um diagnóstico visceral de um mundo intoxicado por suas próprias ficções de poder, traçando a anatomia de uma grande farsa sistêmica e explorando seus mecanismos de dominação psicológica, social e material, as marcas indeléveis impressas em corpos e mentes e suas consequências catastróficas. É uma jornada da psique coletiva envenenada e viciada à busca desesperada por um antídoto, enquanto o futuro parece já estar amaldiçoado pelas próprias forças que fingem construí-lo".
No entanto, apesar de todo o seu peso temático, CICATRIZES DO FUTURO é hipnoticamente dançante – música física e ritualística que exige movimento corporal como forma de purificação mental. O álbum não apenas reflete um mundo fragmentado e violento – ele respira o desejo de viver e resistir através de novos caminhos sonoros." Eles continuam:
"Nossa música surge da percepção da toxicidade ambiental, política e moral que permeia nossas realidades sob tais condições. No contexto do álbum, as cicatrizes são as de um passado brutalmente roubado, refletido em um futuro perverso. Uma marca permanente de violência é também uma memória que jamais será silenciada!"
Assista aqui:



