Marina Mole apresenta o lado B de seu próximo álbum com Slowdancing, single que une rock e poesia
- mortiferamag
- 17 de jul.
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A segunda faixa a antecipar o disco Azucrim traz, na letra, uma parceria com Guilherme Ziggy

Depois de dar início à divulgação de seu álbum com o single Luneta Azul, um surf rock solar, Marina Mole apresenta agora Slowdancing, música que traz o lado B do disco Azucrim, com lançamento para o segundo semestre pelo selo Café8 Music. Com sonoridade garage e punk rock, a faixa traz um poema escrito em parceria com o poeta Guilherme Ziggy, autor de Consultas Autônomas (2019). “Comecei a compor essa música numa época em que estava ouvindo muito ‘Não sei dançar’, da Marina Lima. Eu estava refletindo sobre a ideia que ela traz: dançar devagar para acompanhar alguém. No meu caderno também tinham poemas escritos com o Ziggy por meio do jogo surrealista cadáver delicioso. Peguei algumas frases e criei uma parte mais falada na música”, conta a artista.
“Nós estávamos escrevendo muito juntos e lidando com situações similares, com essa sensação de não conseguir dançar no mesmo ritmo que alguém e, ainda assim, querer se arriscar. Então íamos para o bar trocar ideia e disso surgiram vários textos”, continua Marina.
“Esse encontro do rock com a poesia é algo que está entre as minhas grandes influências. Eu tenho o nome Patti Smith tatuado no braço, literalmente”, divide. Partindo de um riff inspirado em The Cramps, a música segue em uma crescente até explodir em guitarras distorcidas e ritmo acelerado. “Costumo dizer que uma boa parte de Slowdancing nem frita e nem relaxa, vamos criando uma expectativa e seguramos isso até finalmente criar um clima frenético”.
Na faixa, Marina Mole é acompanhada por cleozinhu (bateria e backing vocal), Lucas Monch (baixo) e Vitor Wutzki (guitarra e backing vocal). Gravada em fita de rolo por Beeau Gomez, assim como todo o álbum, a música tem mixagem assinada por Eduardo Possa (Exclusive Os Cabides).



