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Todas nós já nos sentimos um pouco "tired"

Desde o lançamento do EP Waiting Room (2023), a artista tem ampliado sua presença no circuito alternativo com os singles "Sedate Me", "Clean", "Guilty" e "Dumb", que antecipam um novo projeto autoral


Natural de Curitiba, com influências de PJ Harvey, Hole, Black Sabbath, entre outros, Olivia Yells conversa com a Mortífera Mag. sobre sua trajetória.


Primeiramente, vamos começar pelo o que mais gostamos: Shows! O que você pode nos dizer quais são os objetivos para este ano, se há previsão de turnê ou shows em outras regiões?


Siiiiiiim! Meus próximos passos tem tudo a ver com explorar e me conectar com cada vez mais pessoas, estados, lugares do Brasil a fora! 


A ideia é poder levar o fechamento de um ciclo e a abertura de um novo projeto ainda mais maduro do meu trabalho para esses próximos shows. Estou extremamente ansiosa por isso e eu espero que meu público também esteja - e é isso que posso dizer até esse momento, fiquem atentos! hihi


Comparando seus trabalhos de 3 anos atrás como “Tired” para “Dumb”, você considera que houve uma mudança entre essa fase, no que você deseja transmitir?


Eu diria que foi um grande pulo! No lançamento de "Tired", sinto que eu ainda navegava em mares menos agitados em comparação à "Dumb". Minha fase inicial de lançamentos foi um grande experimento em relação à mim e ao público: eu tinha muita curiosidade de como eu me sentiria lançando minhas primeiras músicas mais pessoais.


Já nesse meu segundo trabalho, "Dumb" vem com uma atitude parecida com a de "Tired" mas com uma base muito mais sólida e com um pé mais pesado no peito. Venho me desafiando a ir cada vez mais profundamente nos meus mais pesados pensamentos - e isso sim são são os mares agitados! 


Conforme foi mencionado, você no momento está trabalhando em um projeto audiovisual sobre a última turnê, o que você pode nos dizer sobre esse documentário?


FOI LOUCO! Literalmente! Talvez seja a frase que eu mais falei no pré documentário e nesse pós lançamento. Vocês vão ver uma Olivia em seu formato mais cru, é totalmente uma forma de me conhecer ainda melhor. Sou um pouco birrenta e sou meio doida também - acho que o filme traz uma pitadinha disso. Mas, acima de tudo, vocês estarão acompanhando mais um sonho meu sendo realizado.


Como você gostaria de “rotular” e dizer “meu estilo é esse aqui!”? Quais gêneros ou onde você sente que encaixa mais seu projeto?


Acho que meu trabalho se encaixa num espaço, gênero, local onde posso inspirar outras mulheres à subirem num palco com uma guitarra e gritarem também. Eu cresci escutando vários tipos de sons diferentes, tenho uma base em mulheres que amam gritar no pop e mulheres que amam gritar no rock/punk/etc. Meu trabalho se torna cada dia mais sobre isso, acho que é uma boa definição!


Sobre composição, quais são os temas que mais te inspiram para compor?


Eu desabafo pra caramba num geral, as composições sempre vão pra esse lado. No meu primeiro EP reclamei muito de homem, no meu segundo trabalho venho reclamando do patriarcado num geral, falando mal da igreja católica, refletindo sobre esteriótipos femininos, lobotomia... só assunto leve, né?


Finalizando, como você está enxergando a recepção do seu trabalho?


Mesmo trabalhando com letras em inglês (por hora), sinto um interesse cada vez maior das pessoas em quererem ouvir cada vez mais minhas composições. Isso é bem positivo pra mim, sinto que vim pro mundo pra me conectar com o máximo de pessoas possível - sinto no meu coração mesmo. Sempre busco trabalhar em formatos diferentes para trazer minhas músicas de formas ainda mais acessíveis (mas tenho que dizer que acho que me comunico até que bem gritando e sendo melancólica) 


Ouça aqui:



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